
O Pentecostes (Festa do Espírito Santo) é celebrado 50 dias depois da Páscoa e, de acordo com vários registos, já era comemorado no Sardoal antes de 1470. Na altura era dada à celebração muita relevância, como se pode verificar pela carta-provisão de D. Afonso V, que estabelecia algumas normas de organização e atribuía poderes e fazia concessões aos mordomos (na época “imperadores da festa”). No passado a nobreza e os mais ricos da vila matavam cinco ou seis bois e faziam quilos de pão para os mais pobres. A tradição e a realidade são agora diferentes, tendo a distribuição de comida dado lugar a um almoço servido nas escadarias do Convento para todos os que participam na cerimónia. A Procissão e a missa ao ar livre contam com a participação de 20 meninas, vestidas de branco, simbolizando a pureza, com cintos de cores (uma cor por cada comitiva de cada freguesia). A sua missão é transportar o pão benzido e as oferendas. A festa realiza-se de dois em dois anos.