Em Abrançalha de Cima, siga pela EM 647 e percorra toda a aldeia. A capela encontra-se num pequeno ermo à esquerda.
O local onde se encontra a Ermida de N. Sra. da Luz surge associado à própria lenda de atribuição do nome a Abrantes. Na verdade, existem documentos que comprovam a existência de uma estrutura cultual, na década de 20 do período quinhentista, antes mesmo da vinda dos religiosos de Sto. António da Província da Piedade. Durante o séc. XVI, o imóvel foi adquirido pela Ordem de Cristo e posteriormente por António Pimenta de Almeida. Ao longo das décadas seguintes, a fama da Senhora foi aumentando, fomentando o crescimento das romagens e das honras a si associadas, como narra o cronista Frei Agostinho de Santa Maria, “… em todos os tempos foi venerada e a sua casa frequentada por romagens, porque sempre está fazendo mercês e favores aos seus devotos…”. Em 1726, foi novamente remodelada, mas com a extinção das ordens religiosas (1834), acabou por ser vendido em hasta pública. Só nos anos 50 é que foi restituído à população de Abrançalha. A fachada principal dispõe de uma pequena galilé e uma sineira incrustada, com um óculo e um relógio ladeado por dois sinos, encimados por pequenos pináculos. O interior deste espaço religioso é singelo, apenas possui um retábulo onde desponta a imagem do orago, em pedra Ançã, datada do séc. XVI. A sua festa anual ainda hoje se realiza a 8 de setembro, e continua a ser muito concorrida, principalmente pelos devotos que escolhem esse dia para pagar as suas promessas.


